Facada Leite-Moça

Aparecida Blues

05/02/2010 · 4 Comentários

por Biu e Stêvz*

Primeira página da novela gráfica Aparecida Blues, que está em produção.

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* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.

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Hello Fellas

29/01/2010 · 5 Comentários

Apresentam:

Um zine confuso e cheio de erros de português, todos intencionais.

Saiba como comprar aqui.

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Entrevista com Zefirina Bomba

22/01/2010 · 4 Comentários

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Obrigado pela preferência

15/01/2010 · 1 Comentário

por Roberta

Com textos de Karl Marx, São Mateus, Osho e Friedrich Nietzsche.

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O cartaz estará na coletânea portuguesa Seitan, Seitan, Scum, a ser lançada neste mês (provavelmente) pela Edições El Pep, em parceria com a CCC.

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Uno & Duo

08/01/2010 · 4 Comentários

por Evandro Esfolando*

*Evandro Esfolando é cigano, demiurgo e mais um monte de coisas, é só checar aqui.

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Travessia

20/12/2009 · 1 Comentário

O rio, a balsa, o monstro e o livro: Um sonho.
Eu não sei. Ganges, Yamuna, Kaveri, Narmada e Brahmaputra, o Negro e o Solimões, o Tigre e o Eufrates, o Aqueronte, o Cócito e o Flagetonte. O Lete, ou o Estige. O meu rio atravessa um deserto, o meu livro branco de letras pretas, sem entrelinhas. Minha balsa uma balança, e meu monstro real como a gravidade.
Eu sonhei o sonho novamente, novamente desci o rio lendo o livro que relata a viagem. É estranho esse rio, sua travessia faz-se ao longo e não de margem à margem, ao sabor da correnteza, que em meu sonho chama-se Acaso. Sua outra margem é um novo rio chamado Oceano. E é estranho esse livro, que ao mesmo tempo é relato e guia da viagem que é única. E é horrível esse monstro, que é pressentido mas nunca visto, e nos ronda durante todo o percurso, tão real quanto maior forem nossos medos.
E assim descemos o rio que atravessa um deserto. Ao meu lado um homem começa a me contar seus pecados, a balsa pende para seu lado e esteve a ponto de virar. Foi preciso redirecionar uma criança para o outro extremo para que não fossemos todos a pique.
Uma velha saca de sua bolsa um ramo e começa a nos benzer, um senhor atira cédulas a torto e a direito, distribui as notas indistintamente entre os passageiros, cada um faz o que acha correto, simpatia e lógica dão no mesmo aqui. Bombordo é Estibordo.
Eu tomo nota, descrevo minhas impressões. Se for perspicaz em minhas observações, se chegar vivo ao final, se um dia acordar, minha jornada será mais um livro nas mãos de mais um sonhador. Eu só acordo de meu sonho quando ele chega à outra margem.

Manuscrito contemporâneo, encontrado no caminho subterrâneo que liga o Congresso Nacional a Machu Picchu (isto não é apenas uma lenda).

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Isto também é Brasília

11/12/2009 · 4 Comentários

por Roberta

Evandro Esfolando

Experiência de videorreportagem com Evandro Esfolando, escritor, quadrinista, músico e demiurgo de Brasília. Ele fala sobre livros, discos, gibi, filmes…

Realizado com o auxílio luxuoso do Biu.

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CONIC

O que é o CONIC? Ponto cultural? Centro histórico? Zona?

Conversas com Alex Vidigal, Natinho e Lima, figuras lendárias do pedaço que tentam explicar o que afinal é o CONIC.

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New Fé

04/12/2009 · 3 Comentários

por Biu

2020. Foi quando os mutantes entraram na moda. Todos queriam ter um Coelhalado. Ratorelhas já eram out. A biotecnologia avança rápido. Está a uma cabeça de vantagem das demais ciências, de apenas uma cabeça, e a duas voltas de vencer o páreo. Apostas encerradas.

2020. Os Engenheiros de  Crick e Watson, metalúrgicos da carne, erigem seus novos templos orgânicos e atestam a nova fé.

2020. Em que estamos nos transformando? Não é em nós mesmos, certamente. Então, nos outros? Estamos nos transformando nos outros? E eles, por sua vez, em nós? A humanidade é autoreferente? Isso é saudável?

- Oh, mas eles são tão fofos. Eu vou querer dois. Daqui a pouco é Natal, só vão sobrar Ratorelhas…

Durante a noite sonhou com um homem  coruja verde de olhos de girassóis que vivia em um tronco oco da mata. Ele ora aproximava-se ora fugia da criatura que o observava imóvel.

- Não aceitamos devolução.

2020. 14/12. O Sol se põe na praça. Kin Xu Pao observa a luz escorrendo pelos paralelepípedos e não consegue parar de perguntar-se onde porra tudo isso vai dar. Ele mesmo não conhece seus pais biológicos, mas agora até essa expressão perdeu o sentido. Já outras, como Eugenia, voltaram ao léxico. Talvez, sem pais, pensa Kin, deixe de haver país, quem sabe? Como os índios. Todos tornem-se realmente responsáveis por todos, e por tudo. Mas acha que não, acha que ninguém quer isso não. Então pensa logo no pior: Escravidão 2.0!

É difícil pensar nisso, quando a gente dá-se o trabalho de pensar nisso.

Então Kin foi até um lugar mais reservado, desfez o embrulho, abriu as duas grades da caixa e mandou-se. A primeira coisa que aconteceu foi um sair, o outro não, e o que saiu entrar no lado do outro e o devorar. Mas Kin já estava longe da praça, quase em casa. Infelizmente para Kin em se tratando da humanidade nunca se está longe o suficiente. Antes de chegar em casa, parou em um bar, lá aproximou-se de um cara por achar tratar-se de um velho amigo de infância, desfeito o mal entendido acabaram continuando a conversa, este lhe pagou uma dose, Kin retribuiu a gentileza com outra rodada, e várias delas depois Kin e seu novo amigo estavam trocando confidências.

- Ei, Kin, meu amigo, tenho que lhe confessar uma coisa… Eu matei minha mulher.

- Certo. E transgenia, o que tu acha de transgenia?

- Acho coisa de viado. Para mim, se o sujeito nasceu homem tem que morrer homem.

- Não, você não entendeu.

- Quem não entendeu foi você. Eu disse que matei minha mulher. Eu fiz isso e vim para cá.

- Tem certeza que você não é o Serginho, da oitava bê do Salusiano?

- Não.

- Não? Bem, é que hoje eu não soube o que fazer com as últimas novidades da ciência, sabe…

- Eu tenho um i pod.

- E eu tinha dois coelhalados, mas abandonei-os. Fiquei sem poder olhar para eles.

- Foi mais ou menos isso que senti em relação à minha mulher, também.

- Nós estamos a acelerar um trem descarrilhado, percebe?

- Não, até que era bonita. Mas peguei nojo. Ontem chamou-me de egoísta. Foi a gota d’agua… Agora tenho de livrar-me do corpo.

- Exatamente. Livrar-se do corpo. É o que acabaremos fazendo. Informação pura, sem interferências…

- Ela era muito intrometida mesmo.

- Cara, nós vamos acabar preservando nossa memória em um chip, clonando nossos corpos e vivendo para sempre.

- Tipo Faraó? Que original.

- Tu não tá entendendo o que eu digo mesmo, né?

- Se você diz…

Na saída do bar, depois que se despediram, o novo amigo de Kin  abateu-o pelas costas com uma coronhada e esvaziou-lhe os bolsos. Kin amaldiçoou o bandido que o roubou? Não. Kin Xu Pao amaldiçoou a sorte.

No leito do hospital para onde foi levado por um casal de velhos que na volta do Bingo toparam com seu corpo vazio, Kin rumina a notícia recente de que não voltará a andar sem a valorosa ajuda da ciência, se puder pagar por ela, claro. Em um canto, da tv ligada os neoprofetas mastigam chicletes de gafanhotos enquanto pregam no deserto do quarto de Kin:

“Irmãos, estamos  aqui reunidos para celebrar uma missa negra. Haverá sangue e orgia. Vai passar sábado na tv à cabo. A coisa toda consiste em auto exultar-se, o resto vem rápido e muito naturalmente. Aleluia.”

Kin muda o canal, engole alguns analgésicos opiáceos e desconecta-se. O mundo lá fora, cheio de ruído e caos entra em seu quarto de hospital pela janela de plasma. Aquilo não lhe diz respeito, absolutamente. Kin quer voar para longe da gravidade, ele quer ir para um lugar longe das leis de Newton. Mas quando fecha os olhos e a realidade dobra-se sobre si mesma, sonha com engrenagens ruidosas debulhando um terço conta à conta, lentamente, eternamente.

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Sensações e fatos sobre Beleléu

27/11/2009 · 7 Comentários

por André

Escrever resenha não é fácil. A cada texto que faço, especialmente sobre os livros lançados pelos artistas que rondam o Facada, me sinto desafiado. O primeiro problema é fincar uma opinião absurdamente subjetiva. O segundo, e mais difícil, é encontrar os argumentos para racionalizar o que em princípio é uma sensação. E, não raramentem, perceber que minha opinião primeira estava enganada. No texto sobre a Samba, minha intepretação surgiu literalmente enquanto dissecava cada história e cada autor. Coisa de iluminação, mesmo.

Estava eu torcendo para que essa luz batesse de novo — e de uma maneira menos, digamos, trabalhosa –, pois tinha em mãos mais um lançamento: Beleléu, criação coletiva de Daniel Lafayette, Eduardo Arruda, Elcerdo e Stêvz, além de convidados. Esperei a visão, mas esta não veio, então vou do jeito que vou.

Sensação 1: “Que legal! Os meninos estão construindo uma carreira legal!”

Argumento 1: Antes de Beleléu, li Quebraqueixo e a Kowalski, todas com a colaboração de um ou de outro quadrinhista da trupe do novo lançamento, bem como de Bongolê 1 e 2 e Samba. A Beleléu tem sido bem comentada em blogs e twitters da vida – foi dada como um dos melhores lançamentos de outubro pelo Universo HQ.

Sensação 2: “Será que é hora desse grupo expandir a área de atuação?”

Argumento 2: Roberta AR, editora do Facada e amiga, contou no Twitter que o Beleléu já está disponível para compra em sites especializados no exterior.

Pitaco para Argumento racional 2: E se os desenhistas e escritores do Facada pusessem os originais e exemplares de seus livros debaixo do braço e seguissem o caminho que os gêmeos Moon e Bá, fazendo contatos em feiras como a Comi-Con San Diego? Ou então aproveitassem melhor os contatos feitos em Portugal?

Sensação 3: “Cacete! Eles conseguiram uma contribuição do Kioskerman!”

Argumento 3: O desenhista em questão é argentino e seu nome tem circulado na blogosfera brasileira quase do mesmo modo — e no mesmo ritmo — do também argentino Liniers. Não posso afirmar que o Kioskerman tenha a mesma projeção do seu compatriota, mas a colaboração não deixa de ser uma prova da capacidade de aglutinar talentos da trupe de Beleléu. Em tempo: Berliac, outro convidado do livreto, também é estrangeiro. Mais um ponto pros meninos.

Sensação 4: “Putz… acabei de ler e não gostei.”

Explicação para Sensação 4: Como disse, quando peguei a Beleléu, estava no pique de Kowalski e Quebraqueixo. A sensação é que faltava algo. Só descobri o que era no dia anterior ao início da redação desta resenha. Meu cunhado botou em minhas mãos uma revista que comprara numa banca por aí. Subversos 4 é uma produção de 60 páginas, cujo nome mais conhecido por mim é o do Gazy Andraus, quadrinhista do universo independente paulista que, entre outros feitos, nomeou um símbolo criado por mim, o Arrobalão (e foi parar no meu blog semi-morto e twitter). Pois bem, me perdi em devaneios. O negócio é que a revista prendeu minha leitura por mais que o acabamento em preto e branco — e muitas de suas histórias — estivesse(m) anos luz atrás do Beleléu e senti que era aquilo que estava faltando em Beleléu: histórias. O formato maior da concorrente ajuda: 28cm X 21cm contra o quadro de 18cmX18cm. É um pensamento simplista, mas quanto mais papel, mais espaço o quadrinhista tem para contar a história. A HQ mais cumprida de Beleléu tem seis páginas daquele formatinho.
Argumento 4: Peguei o livreto para uma repassada para não cometer a injustiça de etiquetar erroneamente a Beleléu. Ok. Fui um pouco injusto: Entrega (Elcerdo) e Como uma atitude precipitada pode levar a uma boa ideia quando já não é possível colocá-la em prática (Elcerdo e Arruda), Insônia (Elcerdo) e Monstro (Gomez) são belíssimos contra-argumentos para minha sensação. Em compensação, algumas histórias tem o argumento vencido ou batido, como a tira do esquilo tostado por turbinas de um jato, das orelhas decepadas de Mickey para servir de chapéu a um moleque e Lobo Mau que mostra uma versão punk da história dos três porquinhos (todas de Daniel Lafayette). As histórias dissonantes ou levemente ininteligíveis são a minoria.

Opinião formada com base em sensações e argumentos: Vale a pena ler Beleléu e vai ser melhor ainda quando o grupo tiver mais espaço para desenvolver suas histórias e perder alguns vícios das HQs independentes.

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A sombra

24/11/2009 · Deixe um comentário

por Igo Estrela*

Sombra – Proporcionada pela existência de um obstáculo. Ou não…

Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad em visita ao Brasil

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Lula na visita do presidente do Irã ao Brasil

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Hipertrofia do olhar
Shimon Peres em visita ao Senado Federal


* Igo Estrela é brasiliense. Fotógrafo de esportes, política e o que aparecer, está disponível para trabalhos.

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Ave, Lúcifer

13/11/2009 · 3 Comentários

(trecho)

por Biu e Gabriel Mesquita*

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*Gabriel Mesquita é brasiliense, desenhista e quadrinista.

A HQ completa estará na coletânea portuguesa Seitan, Seitan, Scum, a ser lançada no final de Novembro pela Edições El Pep, em parceria com a CCC.

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Muerteens

06/11/2009 · Deixe um comentário

por Evandro Esfolando*

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*Evandro Esfolando é cigano, demiurgo e mais um monte de coisas, é só checar aqui.

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Oroboro

30/10/2009 · Deixe um comentário

por Stevz*

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Oroboro


* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.

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