Facada Leite-Moça

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Rio de Janeiro, século XIX

05/06/2009 · Deixe um comentário

* Coleção Thereza Christina Maria

Igreja Matriz

Igreja Matriz do Rio de Janeiro, vista frontal

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Cemiterio Novo
Cemitério Novo

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Estacao Nova Friburgo
Estação de Nova Friburgo

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Palacio Imperial
Palácio Imperial e adjacências

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Passeio
Passeio da Praça da Confluência e residencia do Barão de Mauá

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*A coleção Thereza Christina Maria é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo Imperador Dom Pedro II (1825-91) ao longo de sua vida e por ele doadas  à Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção abrange uma ampla variedade de assuntos. Documenta as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e também inclui muitas fotografias da Europa, África e América do Norte. A Igreja da Matriz (Igreja Principal) de Petrópolis estava localizada naRua da Imperatriz, agora conhecida como Rua Sete de Setembro. A igreja foi demolida em 1924, mas um dos seus painéis interiores foi conservado no Museu Imperial. Esta é uma fotografia de uma série tirada no final da década de 1860 por Pedro Hees, considerado por muitos o pai da fotografia brasileira, mostrando os locais mais importantes de Petrópolis, um local popular de férias de verão dos brasileiros abastados, situada na serra fora da cidade do Rio de Janeiro.

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Sinais

06/03/2009 · 1 Comentário

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Rio à vista

12/12/2008 · 1 Comentário

por André

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No matem el toro! Matem el toreador! (Notas de uma brasiliense lisboeta)

28/03/2008 · Deixe um comentário


por Flávia Diab*

Lisboa é mesmo uma cidade para se descobrir a todos os minutos de todos os dias. Uma nova rua com um prédio muito estranho, placas escondidas, jardins por de trás dos muros… uma portinha se abre e um grande pátio com coisas incríveis está ali e você nunca soube. Brechós, tascas, becos, grêmios… É uma coisa que nunca se acaba de descobrir.

Eis que agora volta e meia cruzo com um dos mais onipotentes edifícios de Lisboa, a Praça de Touros, mais especificamente, no Campo Pequeno. Esta é uma área da cidade interessante, mas quase completamente desconhecida para mim, nunca fez parte da minha rota habitual.

Mas bem, então, fica no Campo Pequeno. Vou dentro do meu autocarro (o nosso velho conhecido ônibus) e mal aperto o botão de stop (aqui pare é stop. pode?) e me surge às vistas aquele colosso, uma Praça de Touros evidentemente árabe!

Ao contrário da Espanha, as touradas não são tão populares em Portugal. Já foram. Existem hoje país adentro várias praças abandonadas, saudosas pelas práticas das touradas, o que vivamente me faz crer no potencial de modernidade que esse país tem! Os meus colegas antropólogos que me desculpem, mas não me venham com essa de relativização cultural. Como dizia alguém numa música: no matem el toro! matem el toreador!

Viva Portugal! Viva a Praça quase sem Touros!

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*Flávia Diab é brasiliense, produtora cultural, se interessa por cinema, música e atividades terroristas. Mora em Lisboa.
eulisboeta.blogspot.com

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Guloseimas

08/03/2008 · Deixe um comentário

por Érica Pierrobon*

Beijinhos

Brigadeiros


Bem-casados

*Érica Pierrobon é, entre outras coisas, fotógrafa. Paulistana, mora em São Carlos e expõe seu trabalho no endereço www.flickr.com/photos/pierro_rei

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São Paulo stills

21/02/2008 · Deixe um comentário

por Felipe Gonçalves*

* Felipe Gonçalves é fotógrafo e se define como apenas mais um sonhador. Mais, aqui.

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São Paulo – pessoas.

11/10/2007 · Deixe um comentário

por André

Atração e repulsão. Proporcionalidade. Centro (marisa e cores), Radial Leste (alturas) e Itaim Bibi(guarda-chuva).

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São Paulo – texto e contexto

21/09/2007 · Deixe um comentário

por André

São Paulo – texto e contexto. Camada sobre camada. Mensagens para quem quiser ler no Centro (luta e internet), Itaim Bibi (shit) e 23 de Maio (gambiarra).

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I´m dead, I´m dead, I´m dead

23/12/2006 · Deixe um comentário

por Biu

“Maybe I´m just like my mother, she´s never satisfied”. Mas eu não gostaria de escrever a ninguém mais que não você, que infelizmente não pode mais me ouvir. É próprio de quem escuta não ouvir e de quem enxerga não ver. Que importa, pois, fazer o caminho inverso e escrever aos mortos? Há um imenso vazio intransponível entre os vivos – the cold black sea – e agora que você se banha nessas águas, finalmente me sinto mais próximo à você: sinto-me morto e feliz.

Eu não fui ao festival de cinema de Quadradinho de Goiás.
Eu não passei férias em Balneário Filipéia.
Eu não vi o último trampo de Cicraninho Multimídia.
Eu não ri de tua piada, de nenhuma delas.

E no entanto fui e vi e ri, eu ri muito. Morrer é um meio de vida. E não há nada mais fácil para um morto que misturar-se aos vivos. Quando percebem que não ofereço resistência eles abrem os braços e estalam beijinhos e estiram a mão. Mas é que os vivos são enfadonhos de tão óbvios, principalmente os ruminantes, eles me enchem de um tédio mortal.

As pedras não. As pedras são gente-boa. Principalmente as que rolam.

Let´s get rolling forever, mom.

Beijão.


Caveiras, por Biu

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Zombie Zone

07/12/2006 · Deixe um comentário

por Lilian Sampaio*
(com foto de Maurício Patiño**)

Ao caminhar, as cores esfalecem. Mundo acolor.Tudo a sua volta, despenca. E surge, pouco a pouco, pontos de esperança, desejo e liberdade. O movimento do dia a dia libera energia. Ponte entre o passado e o presente.
Verde, verde,verde.
Je ne ces’t pas.
Je quar c’est troi bizarre.
Bizarre, bizarre, zombie
Zona, território
Proprieidade zombie
Pensei nas dez linhas….
será que já deu?
bizarre, bizarre, bizarre


grafite em homenagem à Lilian no bairro do Catete, Rio de Janeiro
Foto de Mauricio Patiño

*Lilian Sampaio, brasiliense, mora no Rio, arquiteta e estudiosa da Zombie Zone.

**Maurício Patiño, uruguaio, mora no Rio, é programador e se envereda no ramo da instalações audiovisuais.

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O poder do contra

23/11/2006 · Deixe um comentário

por Jamile Vasconcelos*

Todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já se viu obrigado a ir contra a própria vontade. Não tem como negar. Seja por desejo, necessidades trabalhistas ou determinações sociais, o fato é que vez ou outra temos que fazer alguma coisa que não estava nos planos. Ai, às vezes, por outro lado, queremos, precisamos, lutamos, desejamos e tentamos fazer de maneira diferente e não conseguimos. Como é isso?

As pessoas vivem três vidas diferentes. A que elas querem viver, a que elas mostram que vivem e a que os outros imaginam que ela vive. No meio disso tudo, tem mais um milhão de bombardeios, como as mudanças. Ninguém é uma única coisa eternamente. Leia-se uma única coisa, não como apenas uma única coisa. Primeiro que as pessoas realmente mudam. O tempo passa e a maneira de ver e entender o mundo muda, nos tornamos mais flexíveis e tolerantes e, sobretudo, passamos a perceber e aceitar as diferenças. Além dessas mudanças “normais”, tem também as mudanças “espontâneas”, conhecidas também como evolução pessoal. São acontecimentos, traumas, medos e incapacidades que foram gerados em algum momento da vida e parece que passaram, mas, na verdade nos atormentam a vida inteira até que seja superado. Eles determinam suas relações afetivas, sexuais, encontros amorosos, relações de amizade e familiares. Uma pendência lá no fundo do baú e adios! São faltas e excessos de si próprio, freios e aceleradas, que, no final das contas, acabam ocupando o mesmo lugar.

Tendo de mais ou de menos, o fato é que dá pra mudar. Dá pra chegar a um ponto de equilíbrio e encontrar a solução para aquele buraco no meio da existência. Teoricamente, é mais simples do que parece, na prática, mais difícil que se espera. O primeiro passo é justamente aceitar que ele existe. Aí, é ter paciência. O negócio demora muito pra ser resolvido e o percurso é todo seguido por um diabinho que fica o tempo inteiro catucando pra que a gente deixe de lado a árdua tarefa. É uma estrada longa, feia, fria, suja e dolorosa, cheia de tentações e guloseimas, potes de ouro e muito flam caramelado no acostamento. Um simples grão de açúcar e bye, já foi, nem Orfeus foi capaz de retomar o caminho. O prazer é grande demais para se dar conta da armadilha. Mas, se a paciência for grande e a coragem maior ainda, dá pra chegar lá, afinal de contas, somos apenas nós contra e a favor de nós mesmos. Testemunhas, juizes, réus e advogados. Esse tribunal é individual e exclusivo. Não entrar na estrada, é uma escolha, desistir no meio também, mas, se deliciar com a absolvição do veridito final é conquista.


Caos, por Jamile

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* Jamile Vasconcelos é baiana, produtora cultural, fotografa e rabisca nas horas vagas. Simpatiza com andróides.

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Os quatro elementos

17/11/2006 · Deixe um comentário

por Érica Pierrobon*

água.

substância (H2O) líquida e incolor, insípida e inodora, essencial para a vida da maior parte dos organismos vivos e excelente solvente para muitas outras substâncias; óxido de hidrogênio, hidrologia. a parte líquida que cobre aproximadamente 70 % da superfície terrestre, sob a forma de mares, lagos e rios, líquido que corre das árvores quando feridas ou queimadas, suco de certos frutos, qualquer secreção orgânica aquosa, como suor, saliva, lágrimas, humor. fria e úmida. energia concentrada, lenta e grande talento para estabelecer conexões.

fogo.

fenômeno que consiste no desprendimento de calor e luz produzidos pela combustão de um corpo, grande chama; língua de fogo; labareda; brilho, vivacidade de inteligência, de espírito etc.; fulgor, brilho, inspiração criadora que anima o escritor, o artista em geral; imaginação, estro, caráter ardente, apaixonado; exaltação de sentimentos; entusiasmo. quente e seco. energia alta, rápida e grande talento para desfazer conexões.

terra.

planeta do sistema solar, o terceiro quanto à proximidade do Sol, habitado pelo homem; a parte branda do solo que produz vegetais; lugar ou localidade em que se nasceu ou em que se habita; território geograficamente delimitado e habitado por uma coletividade com história própria; país; torrão natal; pátria; o mundo; a vida temporal; um dos quatro elementos dos alquimistas. fria e seca. energia concentrada, lenta e grande talento para desfazer conexões.

ar.

mistura gasosa que forma a atmosfera, constituída principalmente de nitrogênio (78 %) e oxigênio (21 %) 2 atmosfera, fluido gasoso que envolve a Terra, constituído da combinação de vários gases; espaço que circunda a superfície terrestre; o ar em movimento; aragem, brisa, vento; condição climática, atmosférica etc. de determinado local; razão, motivo que impulsiona uma ação.

*Érica Pierrobon é fotógrafa e design de jóias, paulistana e mora hoje em São Carlos.

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O limite de tudo isso

19/10/2006 · Deixe um comentário

por Jamile Vasconcelos*

Até onde vai, onde está e qual é o limite disso tudo. Até onde vai a fronteira permitida às idéias e ao fantástico mundo real? Como ser capaz de sobreviver criativo e “inserido”? As contas batem à porta no final do mês, o telefone não para de tocar de madrugada, as notícias se escondem embaixo do tapete na porta de casa. O que fazer com as idéias? Onde guardar, como escolher, como apresentar, como manipular esse mundo tão próprio, perverso e indecifrável?

Acho que muitos preferem fazer de conta que ele não existe. Que é apenas “viagem” ou uma maneira de encontrar um passatempo no corre-corre do dia-a-dia. Mas o que fazer quando elas te impedem de sentir fome, de dormir, de se relacionar “normalmente” com as pessoas, de viver de maneira sociável? O que fazer quando elas se tornam empecilho para que um simples bom dia não se torne em um terrível saia daqui? Porque, além das idéias, ainda existe por trás de tudo, as idéias das e sobre as idéias, ou seja, uns e outros ainda inventam de querer compreender e analisar o significado do significado. A bola de neve é criada, a bola de neve cresce, a bola de neve vai rolando, rolando, rolando, até o momento que você fica bem no centro dela, deixando respirar apenas as pontas dos pés e alguns fios de cabelo. Com ela, vai o pacote todo… O dormir, o comer, o socializar-se e qualquer ação corriqueira que apenas, de fato, um verdadeiro bom dia poderia resolver.

“Será que há uma maneira de, simultaneamente, viver o mundo real e o das idéias?”, me perguntou uma vez um amigo. Como viver de maneira saudável, socializável e equilibrada no meio de tantos questionamentos, visões diferentes, desencontros e possibilidades? Porque, na verdade, tudo é possível – e é justamente aí onde mora o perigo. O universo existe para os que se dispõe a percebê-lo e encontrá-lo, a desvendá-lo, mas, existe, sobretudo para os capazes de respirar. Não adianta ter o cérebro vivo e pulmões incapazes de sentir o ar puro (ou até mesmo o poluído).

O fato é que, qualquer ação, fator, conteúdo, método, qualquer energia que seja gerada precisa encontrar o seu pouso, a sua voz e maneira de ser dissipada, propagada ou, até mesmo, exterminada. Encontrar um lugar ela precisa, nem que seja um descanse em paz e me esqueça… (o que já não é pouca coisa).

Para tudo, as considerações, o porém.

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* Jamile Vasconcelos é baiana, produtora cultural, fotografa e rabisca nas horas vagas. Simpatiza com andróides.

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