Entradas etiquetadas como ‘Stevz’
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03/07/2009 · Deixe um comentário
.. o livro A IMPORTANTE DAS PALAVRAS ORDEM É.
por Stevz*
* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.
Aqui também tem PDF da Bongolê #1
Categorias: ILUSTRAÇÃO · TEXTO
Etiquetado: Stevz
Motivo Onze (ou Valsa nº 6 dos Mutantes)
29/05/2009 · 1 Comentário
por Biu e Stevz*
1. Eu consigo ouvir o tilintar dos segundos que escorrem do relógio de parede quando caem quicando no chão atrás de mim. Em breve a sala estará cheia deles e será difícil transitar, mais um pouco e o lugar estará inundado, e sufocaremos todos.


2. Lá embaixo o tempo vai ficando cada vez mais curto à medida que avança, a sala afundou até a medida dos pés do cristo pendurado na parede, até os pés da cruz – o cristo não está mais lá, despregou-se e saiu andando sobre as águas do tempo, não sei se volta. Lá embaixo, agora, a sala vazia, cheia de si, em seu meio boia o esquife, muda testemunha desse estranho naufrágio. Lá fora crianças brincando na rua…
Cá em cima eu espero a minha hora tocando uma valsinha, uma que compus especialmente para o Manoel Manco, mas que é dedicada a todos os que vieram aqui hoje, vieram porque quiseram, não os convidei, nem fui convidada, nem eu nem minha irmã, tenho certeza, e agora ela está lá embaixo com os outros, submersa, como os outros. Chegaram, entraram, foram se sentando e se servindo e nem sequer para perguntar quem é o morto. E afinal quem é o morto? – Pergunta-me Johnny.
Eu páro a música. Ou a música me pára, não estou bem certa.
- Bem, eu tenho uma teoria sobre isso, meu caro Johnny, e ela é a seguinte:
Você sabe o endereço daqui?
- Não.
- Esse casarão onde estamos, você observou alguma janela?
Várias – Respondeu Johnny.
- E você já tentou apreciar a paisagem? Não? É porque não há paisagem. Estamos aqui morrendo de medo da morte enquanto nos velamos uns aos outros, Johnny. E você me pergunta quem é o morto…
- E volto a perguntar: Quem é o morto?

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* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.
História de pescador pra boi dormir enquanto a vaca tosse
27/03/2009 · 1 Comentário
por Stevz*
Ela bota a gota d’água no feijão na panela velha que faz comida boa, passa os legumes da frigideira para o fogo que hoje tem visita das que descascam o abacaxi e torcem o pepino desde pequeno: Boa de garfo, que não dá colher de chá.
“É melhor pegar logo a faca de dois gumes e depenar a galinha dos ovos de ouro, pra não ficar chorando sobre o leite derramado depois, que farinha do mesmo saco vazio não para em pé e em boca fechada não entra mosca nem vingança fria de sobremesa.”
Juntando a fome com a vontade de comer, o apressado de olho maior que a barriga mal lava uma mão na outra e já dá com a língua nos dentes, comendo cru e quente. E dá-lhe pimenta nos olhos dos outros, que pra acalmar os ânimos só uma tempestadezinha em copo d’água, que ninguém é de ferro e espeto de pau torto nunca se endireita.
Caviar é uma ova, engolindo sapo por lebre nem se percebe o ingrediente secreto: chuchu beleza com chumbinho, assim assado. Fazer o quê? Caiu na rede é filho de peixe, peixinho é.
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* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.
SUPERÔMI
28/11/2008 · Deixe um comentário
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* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.
O triste fim do Palhaço Paçoquinha
27/06/2008 · 3 Comentários
por Stevz*
Deu no único jornal da cidade, entre os classificados e o resultado da loteria: “Palhaço Paçoquinha finalmente consegue”. Isso porque não era a primeira vez que tentava. Nem a segunda ou terceira, diga-se de passagem. A mais notória, sem dúvida, fora a décima quarta mirabolante tentativa, no verão de 85, que mobilizou todo o corpo de bombeiros e o guincho do Seu Zackarias no resgate do fusca no pântano. Mas outras também acabaram tornando-se lendárias, principalmente pela criatividade e variedade de métodos, dignos do artista que era.
Acontece que, como nas armadilhas dos vilões americanos, faltava-lhe objetividade e, justamente por conta disso, jamais fora bem sucedido em seu propósito. A torta envenenada na cara causou-lhe apenas um incontrolável soluço que o atormentou por uma semana, além de uma diarréia dos infernos. Sobreviveu também ao choque da torradeira na banheira, mas o patinho de borracha não teve a mesma sorte. Da velha pistola d’água nem se fala. Certa vez tentou, ainda, intoxicar-se com o hélio dos balões, e acabou permanentemente com a voz esganiçada, o que atribuia-lhe efeito cômico mesmo nos momentos mais embaraçosos e inoportunos que vivesse.
Mas Agenor Ladeira, o nosso ilustre palhaço, não fora sempre este incorrigível e deprimido suicida. Já tivera próspera carreira no circo. Respeitado por todos, era casado com a mulher barbada Marilu. Certo dia, porém, pedalando sua mini-bicicleta do trabalho para casa, pegou-a no flagra aos beijos com o barbeiro, com quem fugiu dias depois. Afogado em mágoas e dívidas de engraxate, Agenor nunca mais foi o mesmo. Desde então, decidido a dar cabo da própria vida, aprimorou-se nas entradas triunfais e saídas estratégicas. E, quando percebia a deixa do destino, não hesitava em concluir a piada. Mas nunca ria por último, coitado. Quando pulou da ponte José Pergolato Filho, ficou pendurado durante 5 longas horas, preso pelo cadarço desamarrado. Quando se jogava na frente dos carros, todos sempre paravam, confundindo o seu nariz com o semáforo.
Enquanto isso, o palhaço Paçoquinha precisava continuar trabalhando. E lá ia ele, montado na sua bicicletinha, alegrar a festa de todas as crianças da cidade. E elas nunca se divertiram tanto, apesar dos pais acharem estranho o palhaço que modelava forcas e guilhotinas em balões coloridos e espirrava lágrimas pelas flores de lapela. Acontece que Paçoquinha era um palhaço nato, mesmo que não quisesse. E nunca foi tão aplaudido ou provocou tantas gargalhadas como quando engasgou naquele pedaço de marmelada, mudou de cor, abanou os braços, deu duas cambalhotas desengonçadas e estatelou-se no chão.
(publicado originalmente em http://cumulusabsurdum.blogspot.com)
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* Stevz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.
Categorias: ILUSTRAÇÃO · TEXTO
Etiquetado: Stevz
Isso nunca me aconteceu ontem
09/11/2007 · Deixe um comentário
Um homem. Uma mulher. Um jogo de xadrez. Enquanto os ovos ficavam prontos na frigideira.
“Não se preocupe, sua vida é passageira”.
“Em média são 20 acidentes por hora”.
com colaborações de Endrigo e Gomez.
*Stêvz é Estevão Vieira, brasiliense, ilustrador e músico. Contatos pelo e-mail stevz_vieiron@hotmail.com
Categorias: VÍDEO
Etiquetado: Biu, Roberta AR, Stevz
A chave das portas erradas
29/06/2007 · Deixe um comentário
por Biu e Stêvz*
Um vídeo de Biu e Stevz
Edição de Roberta AR
Música de Stevz
*Stêvz é Estevão Vieira, brasiliense, ilustrador e integrante do grupo musical Tio Onofre. Contatos pelo e-mail stevz_vieiron@hotmail.com
Dramalhões Suicidas
15/06/2007 · Deixe um comentário
por Estevão Vieira

*Estevão Vieira é brasiliense, ilustrador e integrante do grupo musical Tio Onofre. Contatos pelo e-mail stevz_vieiron@hotmail.com
Circo Bizarro de Melius Z.
25/05/2007 · Deixe um comentário
Categorias: VÍDEO
Etiquetado: Biu, Roberta AR, Stevz



